Carlos Peninha Quarteto

22 de Julho, 2021 – 19H00
Casa do Miradouro, Palco Inatel

Género: Jazz, Fusão, Blues, Groove, Experimental
Duração: 60 mins.
Com: Carlos Peninha (guitarra), Miguel Ângelo (contrabaixo), João Mortágua (saxofone), Leandro Leonet (bateria)
Fotografia de Rui Coimbra
Tags: Jazz, Fusion, Blues, Groove, Experimental
Duration: 60 mins.
With: Carlos Peninha (guitar), Miguel Ângelo (bass), João Mortágua (sax), Leandro Leonet (drums)
Photo by Rui Coimbra

POR
O concerto de Carlos Peninha Quarteto baseia-se na sua gravação mais recente, o CD “Ponto de Vista” que reflete uma nova interpretação de temas compostos ao longo dos últimos 30 anos: Assim como na gravação se pretendeu fazer uma abordagem livre, de forma a que o registo captasse a espontaneidade de uma nova leitura, assim se continua a fazer em cada nova apresentação ao vivo.

ENG
Carlos Peninha Quartet’s concert is based on their most recent recording, the CD “Ponto de Vista”, which reflects a new interpretation of themes composed over the last 30 years: just as in the recording a free approach was intended, so that the recording would capture the spontaneity of a new reading, this continues to be done in each new live performance.

BIOGRAFIAS

Carlos Peninha
Carlos Peninha é um músico viseense, nascido em 1962, que na juventude se interessou por aprender a tocar guitarra como autodidata, e em consequência disso acabou por procurar estudar música, tornou-se músico, compositor e autor, e professor de educação musical. Após estudos nos conservatórios de Aveiro, Viseu e Porto, e Escola de Jazz do Porto onde estudou com Carlos Azevedo, Mário Barreiros e Pedro Barreiros, foi cofundador do Quinteto Jazz de Viseu, um projeto a que deu uma certa continuidade com o seu próprio quarteto que mantém até hoje. Ainda na área jazzística, teve formação pontual com Carlos Mendes, Nuno Ferreira e Jimmy Weinstein Traveling School Band, entre outros. Promoveu, nos anos noventa, três edições dos Encontros de Jazz de Viseu e paralelamente começou a colaborar com o Trigo Limpo Teatro ACERT, nas suas várias valências de produção artística. Música para peças de teatro, espetáculos que misturam a palavra dita com a música como “Soltar a Língua”, “Cantos da Língua” e “A Côr da Língua”, entre muitas outras aventuras teatrais, onde tocou guitarras e piano, criou música, gravou CDs, e fez direção musical. Participou com o Trigo Limpo Teatro ACERT em projetos de intercâmbio cultural com estruturas culturais da Galiza, Moçambique, Brasil, Alemanha, e também com outros projetos no Reino Unido, Espanha, França e Suíça. Participou em projetos de outras estruturas, como da D’Orfeu, Teatro do Montemuro, Entretanto Teatro, Teatroesfera, A Barraca e Teatro Viriato entre outros. Fez várias participações em muitas gravações, com destaque entre outros, para vários CDs de José Medeiros, realizador e músico açoriano, e também no CD A Viagem do Elefante como músico da Cor da Língua ACERT, trabalhando arranjos para a música de Luís Pastor! Recentemente conseguiu concretizar dois projetos mais pessoais com a gravação em 2017 do CD Tocar o Chão e em 2019 o CD Ponto de Vista, disco apoiado e financiado pela linha Criar do programa Viseu Cultura do Município de Viseu, que contou com a participação dos músicos João Mortágua nos saxofones, Miguel Ângelo no contrabaixo, Marcos Cavaleiro na bateria e ainda Luísa Vieira na flauta transversal e voz. Em março de 2021 editou o seu terceiro CD, “Dispersos”, que contém a recuperação e remasterização de gravações de músicas suas feitas ao longo de cerca de 30 anos que contam com a participação vários músicos nacionais e internacionais. Com o aparecimento pandemia, começou o projeto Sessões (In)discretas no YouTube que consiste na realização de vídeos de música sua inédita, partilhada com outros músicos à distância. Já tinha sido distinguido em 2012, e foi distinguido de novo com o prémio Mérito Artístico dos Prémios Animarte 2019 do GICAV, Viseu. Atualmente lidera e apresenta ao vivo o projeto “Tocar o Chão” com canções da sua autoria sobre poesia de língua portuguesa, e o Carlos Peninha Quarteto.

Miguel Ângelo
Começou a sua atividade musical na “Tuna Musical de Fiães”, onde frequentou aulas de formação musical, guitarra e, mais tarde, contrabaixo. Iniciou um projeto na área do rock, denominado “Curtes Baldei-me”, onde tocou guitarra baixo. Foi na Escola de Jazz do Porto que continuou os seus estudos musicais, trabalhando baixo elétrico com o professor Alberto Jorge. Ainda que a música rock tenha constituído, durante algum tempo, o seu campo de interesse artístico, foi o jazz que acabou por conquistar toda a sua atenção. Ainda sob a orientação do contrabaixista Alberto Jorge, retomou os seus estudos de contrabaixo e combo com o pianista Paulo Gomes, na Escola de Jazz do Porto. Mais tarde prosseguiu os mesmos com o contrabaixista Pedro Barreiros e, posteriormente, contou com o apoio do contrabaixista António Augusto Aguiar. Frequentou o curso oficial de música com o professor Alenxander Worf até ao 5o grau. Alguns anos após ter terminado a sua licenciatura em Informática/Matemática Aplicada, pela Universidade Portucalense, voltou ao ensino superior, desta vez para estudar Contrabaixo.
Em 2008 concluiu a sua Licenciatura em Contrabaixo/Jazz na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), onde teve a oportunidade de trabalhar com António Augusto Aguiar, Damien Cabaud, Carlos Bica, Zé Eduardo, Michael Lauren, Nuno Ferreira, Carlos Azevedo, Pedro Guedes, Telmo Marques, entre outros. Participou em vários workshops, nomeadamente com o Contrabaixista Carlos Bica, Zé Eduardo, Thomas Morgan, Dan Weiss, etc.
Atualmente lidera o seu trio MAU, com o qual lançou em 2019 o álbum UTOPIA, o seuquarteto, com o qual lançou em 2013 o disco “BRANCO”, em 2016 “A VIDA DE X”, considerado pela crítica nacional e estrangeira, como um dos melhores discos de Jazz do ano, todos com o Carimbo Porta-Jazz. Em 2017 lançou “I think I ́m going to eat dessert” (Cretive Sources Records), o seu primeiro disco em contrabaixo solo. É ainda co-líder dos projetos: MAP, com 4 discos editados, um dos quais com o saxofonista americano Chris Cheek, e o projeto Ensemble Super Moderne (melhor disco de jazz nacional em 2014). Integra várias formações como “sideman”, nomeadamente: o Pedro Neves trio, com três discos editados, o Jogo de Damas, dois discos editados e Sónia Pinto quinteto, que lançou o seu disco de estreia em 2019.

João Mortágua
Saxofonista, compositor e improvisador residente em Coimbra; leciona as disciplinas de Saxofone e Combo no Curso de Jazz do Conservatório de Música da cidade. Gravou cinco álbuns em nome próprio: “Janela” (2014), “Mirrors”, “AXES” (2017), “Dentro da Janela” (2019) e “MAZAM : Land” (2020), todos através do carimbo Porta Jazz. Toca regularmente com Nuno Ferreira, André Fernandes, Carlos Bica, André Santos, Filipe Teixeira, Hugo Raro, Nelson Cascais, Paulo Santo, Bruno Pernadas, Jeffery Davis, Alexandre Coelho, Miguel Calhaz, Gonçalo Moreira e Bernardo Moreira, entre outros. Co-lidera os duos Kintsugi (com Luís Figueiredo, cujo disco foi recentemente lançado) e STAU (com Diogo Alexandre), o trio Quang Ny Lys (com Mané Fernandes e Rita Maria), e o Ensemble Mondego (com Ricardo Formoso). Tem ainda na manga os álbuns de estreia do seu Math Trio (com Diogo Dinis e Pedro Vasconcelos) e do seu projeto a solo – HOLI. Fez os seus estudos no Conservatório de Música de Aveiro e frequentou workshops de jazz em Siena, Begues e Guimarães; licenciou-se na Esmae (Porto) em 2009. Em 2017 foi considerado Músico do Ano nos prémios RTP/Festa do Jazz. O seu álbum “Dentro da Janela” foi eleito Disco do Ano pela jazz.pt e pela JazzLogical, arrecadando ainda o galardão de Melhor Álbum Jazz nos Prémios Play da Música Portuguesa. Nos últimos anos mantêm uma intensa atividade de gravações e concertos, maioritariamente em Portugal e Espanha; ainda em 2019 atuou nos festivais de jazz de Münster, Südtirol, Belgrado e Angra do Heroísmo com o seu sexteto AXES, que editará em breve o seu segundo álbum, “Hexagon”.

Leandro Leonet
Leandro Leonet Iniciou os seus estudos em piano na academia de música de S. Felix da Marinha. Em 1999 Completou o curso profissional de Percussão clássica na EPME. Licenciado em Bateria jazz pela ESMAE. Foi aluno de Mário Barreiros e Michael Lauren. Trabalhou com músicos de renome nacional e internacional tais como Eric Vloimens, Jesus Santandreu, Julian Arguelles, Zakiya Hooker (filha do lendário John Lee Hooker), Luísa Sobral, Rui Veloso, Monica Ferraz, X-Wife, António Mão de Ferro, Pedro Neves, Minneman Blues Band, etc. Participou em inúmeros workshops de bateria: Matt Wilson, Peter Erskine, Dennis Chambers, Jorge Rossi, Dan Weiss, entre outros. Na sua estadia em Nova Iorque, teve aulas com Mark Guilliana, Kendrick Scott, Ari Hoenig, Billy Drummond e Portinho. Tocou em vários festivais nacionais e internacionais, tais como Kriol jazz fest, South By Southwest USA, ImaxinaSons, etc. A sua discografia conta com 26 discos gravados, entre eles – Pedro Neves Trio “Murmuration”- Antonio Mão de Ferro “karma Train”, – Unoeskimo – Bruno Macedo “8mm”.

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