Mário Laginha Trio

30 de Setembro, 2020 – 21H30
Teatro Viriato

Concerto: Jazz
Duração:  90 min. aprox.
Com: Mário Laginha (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo), Alexandre Frazão (bateria)
Fotografia: Márcia Lessa
Tag: Jazz
Duration:  90 min. aprox.
With: Mário Laginha (piano), Bernardo Moreira (double bass), Alexandre Frazão (drums)
Photo by: Márcia Lessa

POR
Com um já longo percurso musical que teve o seu início na primeira metade da década de 1980, Mário Laginha cultivou e “frequentou” desde muito cedo caminhos que quase sempre tocaram o universo do jazz. Foi um dos fundadores do Sexteto de Jazz de Lisboa, em 1984, e, poucos anos depois, do Decateto de Mário Laginha. Em 1994 surge o primeiro disco em nome próprio, “Hoje”, gravado com o saxofonista Julien Arguelles, o guitarrista Sérgio Pelágio, o contrabaixista Bernardo Moreira e o baterista Alexandre Frazão.
Ora foi precisamente com dois dos instrumentistas que com ele gravaram o seu primeiro disco — Bernardo Moreira e Alexandre Frazão —, que Mário Laginha enveredou por uma carreira em trio e em nome próprio com a gravação do CD “Espaço”, em 2007, depois de mais de duas décadas de intensa colaboração com a cantora Maria João.
“Espaço”, que sucedeu ao celebrado “Canções e Fugas” (um difícil e virtuoso exercício de piano solo), revelou-se imediatamente um trabalho que afirmou Mário Laginha como um nome incontornável do jazz português, estatuto reforçado com “Mongrel”, de 2010, uma ousada releitura de obras de Chopin que serviu de pretexto para a reafirmação de uma linguagem muito própria.
Um dos aspetos que ressalta em qualquer atuação do Mário Laginha Trio é uma invulgar cumplicidade entre o piano de Mário Laginha, o contrabaixo de Bernardo Moreira e a bateria de Alexandre Frazão, de que resulta uma evidente alegria de estarem juntos em palco e uma aparente facilidade que decorre de um grande domínio dos instrumentos e de uma forte identificação com a linguagem musical do pianista e líder do grupo.

ENG
With an already long musical path that began in the first half of the 1980s, Mário Laginha cultivated and “frequented” paths that almost always touched the universe of jazz from an early age. He was one of the founders of the Lisbon Jazz Sextet, in 1984, and, a few years later, of Mário Laginha’s Decateto. In 1994 the first album appears in its own name, “Hoje”, recorded with saxophonist Julien Arguelles, guitarist Sérgio Pelágio, double bass player Bernardo Moreira and drummer Alexandre Frazão.
It was precisely with two of the instrumentalists who recorded his first album with him – Bernardo Moreira and Alexandre Frazão -, that Mário Laginha embarked on a career in trio and in his own name with the recording of the CD “Espaço”, in 2007, after more than two decades of intense collaboration with singer Maria João.
“Espaço”, which followed the celebrated “Canções e Fugas” (a difficult and virtuous solo piano exercise), immediately revealed a work that affirmed Mário Laginha as an indispensable name of Portuguese jazz, a status reinforced with “Mongrel”, by 2010, a bold reinterpretation of Chopin’s works that served as a pretext for the reaffirmation of a very specific language.
One of the aspects that stands out in any performance by Mário Laginha Trio is an unusual complicity between Mário Laginha’s piano, Bernardo Moreira’s double bass and Alexandre Frazão’s drums, which results in an evident joy of being together on stage and an apparent ease which stems from a great mastery of the instruments and a strong identification with the musical language of the pianist and leader of the group.

MAIS * MORE
Facebook

VÍDEO * VIDEO