Miguel Rodrigues "Antídoto"

13 de Outubro, 2021 – 21H30
Museu Nacional Grão Vasco

Concerto: Jazz
Duração:  50 min. aprox.
Com: Miguel Rodrigues (bateria), Demian Cabaud (contrabaixo), André Matos (guitarra), José Soares (Saxofone)
Tag: Jazz
Duration:  50 min. aprox.
With: Miguel Rodrigues (drums), Demian Cabaud (doublebass), André Matos (guitar), José Soares (sax)

POR
Miguel Rodrigues, “… uma força criativa em ascensão no jazz nacional…” (António Branco, jazz.pt), junta José Soares, André Matos e Demian Cabaud, três músicos com personalidades musicais profundas e singulares, para explorar novos ambientes, sons e atmosferas na cura do mal.

ENG
Miguel Rodrigues, “… a rising creative force in national jazz…” (António Branco, jazz.pt), brings together José Soares, André Matos and Demian Cabaud, three musicians with deep and unique musical personalities, to explore new environments, sounds and atmospheres in the healing of evil.

MIGUEL RODRIGUES
Miguel Rodrigues nasceu em Viseu e foi considerado pelo crítico António Branco (jazz.pt) “uma das mais sólidas promessas do jazz nacional”.
Concluiu o curso profissional de Instrumentista Jazz no Conservatório de Música da Jobra e tem colecionado galardões: integrou o combo vencedor do concurso de escolas da 11.ª Festa do Jazz do São Luiz, integrando o quarteto do saxofonista Sócrates Bôrras ficou em segundo lugar na categoria de Jazz Combo na edição de 2016 do Prémio Jovens Músicos da RTP/Antena 2.
Como músico “freelancer”, já tocou, em diferentes contextos, com Albert Cirera, Carlos Bica, Demian Cabaud, João Guimarães, Paulo Perfeito, Gileno Santana, Xosé Miguelez entre muitos outros e as suas colaborações extravasam os domínios do jazz, tendo já tido oportunidade de tocar com António Zambujo, Elisa Rodrigues, Jorge Palma, Miguel Araújo.
Em 2019 lançou o seu primeiro disco enquanto líder, “Empa”, com Demian Cabaud no contrabaixo e José Diogo Martins no piano.

JOSÉ SOARES
José Soares, inicia os seus estudos musicais na Sociedade Filarmónica Santanense, no concelho da Figueira da Foz. Em 2001 ingressa no Conservatório de Música David de Sousa (Figueira da Foz) com o professor José Firme; em 2007 entra para a Escola Profissional de Música de Espinho (EPME) sob a supervisão dos professores Francisco Ferreira, Gilberto Bernardes e Fernando Ramos.
Prossegue assim os seus estudos musicais ingressando na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE), na área de saxofone jazz na classe do professor Mário Santos, tendo também a oportunidade de trabalhar com professores como Nuno Ferreira, José Pedro Coelho, Abe Rábade, Michael Lauren, Paulo Perfeito, entre outros.
Ao longo do seu percurso musical frequentou masterclasses e workshops com diferentes artistas tais como: Dick Oatts, Chris Cheek, Mark Turner, Chris Lightcap, Kendrick Scott, Phil Markowitz, Tony Malaby, Aaron Parks, Danilo Perez, Ralph Alessi, entre outros.
Soares lidera o seu quarteto em Portugal que conta com a presença de Mané Fernandes, Francisco Brito e Marcos Cavaleiro. Os seus outros projectos em Amsterdão contam com a participação Fuensanta Mendez (México) e Alistair Payne (Escócia) no trio de nome Perselí; com o pianista Harmen Fraanje (ECM records) e a baterista coreana Sun Mi Hong em Fraanje/Soares/Hong; com Joris Roelofs, Jort Terwijn e Giacomo Camiletti e Youngwoo Lee em Quinteto.
Além dos seus projectos, é membro integrante de várias formações, em Portugal e no estrangeiro, em diversos estilos musicais com quem tem registado o seu trabalho, como por exemplo: Perselí, Fraanje/Soares/Hong, Guy Salamon Group, Youngwoo Lee Quartet, Pedro Melo Alves’ Omniae Ensemble, João Mortágua’ AXES, Mané Fernandes Quintet, Liquid Identities, Adrian Moncada Sextet, Jeffery Davis Quinteto (For Mad People Only), João Grilo’ HVIT, Eduardo Cardinho Quinteto (Black Hole), Old Mountain, entre outros.
Entre as colaborações especiais de Soares destacam-se as seguintes: vencedor do melhor disco de Jazz Português (Jazz Logical, 2015) com Ensemble Super Moderne; melhor disco de Jazz Português (Jazz.pt 2017) com Pedro Melo Alves’ Omniae Ensemble; melhor disco nacional com João Mortágua’ AXES (JazzLogical, 2017) vencedor do Keep an Eye Records (2018) com Guy Salamon Group (Amsterdão); finalista do Keep an Eye Foundation com Liquid Identities (Amsterdão, 2019). Em Dezembro de 2019, José apresenta-se em nome próprio (a convite da Associação Porta-Jazz, Porto) ao lado de Harmen Fraanje e Joris Roelofs, dois nomes de renome internacional. Conta ainda a participação enquanto solista convidado (Novembro de 2018) com a Orquestra de Jazz de Matosinhos, com a Orquestra de Jazz de Espinho e Hermeto Pascoal, a Orquestra Clássica de Espinho.

DEMIAN CABAUD
Demian Cabaud nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1977, numa família onde não existiam músicos. Descobriu a música sozinho aos 11 anos, mais tarde apaixonou-se pelo som do contrabaixo e começou a estudar com Hernan Merlo, Miguel Angel Villarroel e nos últimos 10 anos com Alejandro Erlich Oliva.
Em 2001 mudou-se para Boston, Massachusetts, depois de receber uma bolsa de estudos da Berklee College of Music.
Em Boston teve contacto e aprendeu com grandes mestres, começou a actuar com muitos músicos talentosos e uma digressão levou-o a Portugal, em 2004 mudou-se para Lisboa e depois de 7 anos mudou-se para o Porto, onde vive com a sua família.
Demian é um artista muito ativo , tocou e gravou com músicos como Lee Konitz, Joe Lovano, Chris Cheek, Mark Turner, Bill Mchenry, Rich Perry, Rick Margitza, Seamus Blake, Ohad Talmor, Miguel Zenon, Perico Sanbeat, David Schnitter, Maria Schneider, Kurt Rosenwinkel, Gilad Hekselman, Phil Grenadier, Darren Barret, Russ Johnson, Jason Palmer, Jason Moran, Bill Carrothers, Leão Genovese, Bernardo Sasseti, Albert Sanz, Mario Laginha, Maria João, Maria João, Theo Bleckman, Sheila Jordan, Ra Kalam Bob Moses, Jeff Williams, John Riley, Jorge Rossy, Gerald Cleavert, Francisco Mela, Dan Weiss, Ari Hoenig Ferenc Nemeth, John Hollenbeck, entre muitos outros.
É professor no Conservatório do Porto (Esmae), Portugal, e em Siena Jazz master program, Italia.
Demian é membro regular da prestigiada Orquestra Jazz de Matosinhos da OJM há 16 anos.
Já tocou em mais de 70 discos e como líder lançou “Naranja” TOAP Records em 2008, “Ruínas” TOAP Records em 2010 e “How about you ?” TOAP Records em 2011, “En febrero” Fresh Sound New Talent Records 2013, “Off the ground” Robalo records 2016, “Astah” Carimbo Portajazz 2018, “A terra é de quem trabalha” Carimbo Portajazz 2018 e “Aparición” Carimbo Portajazz 2019, “Otro cielo” Carimbo Portajazz 2021.

ANDRÉ MATOS
O guitarrista Português André Matos, é natural de Sintra e residente em Nova-Iorque desde 2008, tem editados em seu nome 9 álbuns. Os últimos 5, Múquina, Nome De Guerra, Earth Rescue, Casa e Estelar, todos em guitarra solo, foram editados pela Robalo Music, sediada em Lisboa. Para além do recente projecto a solo, André Matos tem ao longo dos anos desenvolvido variadas colaborações, das quais se destaca a parceria com a cantora Sara Serpa, com quem editou dois álbuns amplamente reconhecidos pela imprensa, Primavera e All The Dreams.
“A música de André Matos é frequentemente encantadora (…) Simplesmente magnífica.” Bird is The Worm sobre Múquina, 2016
“Será difícil encontrar um guitarrista, em qualquer estilo, especialmente no jazz, que possua mais mestria no uso de espaço do que Matos, músico que concebe melodias simultaneamente ricas e minimalistas.” Lucid Culture