Orquestra de Jazz de Espinho & Mário Costa

25 de Julho, 2021 – 17H00
Teatro Viriato

Direção: Daniel Dias e Paulo Perfeito
Orquestra de Jazz de Espinho e Mário Costa (bateria)
Directed by Daniel Dias and Paulo Perfeito
Orquestra de Jazz de Espinho and Mário Costa (drums)

POR
Titular de uma versatilidade ímpar, o baterista Mário Costa é uma presença ubíqua nos mais diversos projetos de pop, rock e fado. É, no entanto, na estética jazzística que Mário se sente mais confortável, partilhando regularmente os palcos com os músicos mais importantes do panorama europeu. A sua musicalidade e talento criativo são evidenciados no seu álbum de estreia Oxy Patina, acolhidos internacionalmente com agrado. Nesta parceria com a Orquestra de Jazz de Espinho perscrutam-se sonoridades e reportórios diversos em que o baterista é o elemento central.

ENG
Holder of a unique versatility, drummer Mário Costa is a ubiquitous presence in the most diverse pop, rock and fado projects. It is, however, in the jazz aesthetic that Mário feels most comfortable, regularly sharing stages with the most important musicians of the European panorama. His musicality and creative talent are evidenced in his debut album Oxy Patina, which was welcomed internationally. In this partnership with Orquestra de Jazz de Espinho, a variety of sounds and repertoires are explored in which the drummer is the central element.

BIOGRAFIA

Mário Costa
Natural de Viana do Castelo, Mário Costa tem surgido recentemente com várias formações, das quais se destacam: Hugo Carvalhais – Nebulosa, Ensemble Super Moderne, Carlos Mendes Quarteto, Gileno Santana Metamorphose, Carlos Azevedo, “(Chirs) Corsano – (Jorge) Queijo – Costa”, Sérgio Carolino, Jeffery Davis, Miguel Araújo e os fadistas António Zambujo e Ana Moura, com quem já realizou mais de quatro centenas de concertos pelas mais emblemáticas  salas do mundo, tais como: Carnegie Hall (NY), Sydney Opera House, Berklee Performance Center (USA), Barbican Center (United Kingdom), Town Hall (NY), SFJAZZ Center (USA), Royal Opera House Muscat (Sultanate of Oman), Napa Valley Opera House (EUA), Sala Paradiso (Amsterdam), Opera Nationala Romana (Romania), El Lunario (México City), Teatro Mayor Julio Mario Santo Domingo (Bogotá), Sala da Cidade das Artes (Rio de Janeiro), North Sea Jazz Club, Sala Palatului (Bucharest), Philharmonie Luxembourg, Philarmonie Cologne, entre outras.
Após terminar o curso profissional de música em Trompete e Percussão na EPMVC, com os Prof. Rui Rodrigues, Nuno Aroso e Pedro Oliveira, e se diplomar em Jazz pela ESMAE, sob orientação do professor Michael Lauren, frequenta o International Summer Workshop em Siena – Itália, onde estuda e se apresenta em concertos ao lado de John Taylor, Lionel Loueke , Ben Street e Greg Osby. Em 2008 Desloca-se aos EUA onde frequenta aulas com Iann Froman, Rodney Green, Ari Hoening, Eric Harland, John Riley e Hal Crook. Assiste e participa em workshops com Jeff Ballard, Adam Cruz, Ferenc Nemeth, Peter Erskin, Dom Famularo, Billy Hart, Marc Miralta, Allan Ferber, Chris Corsano, David Freedman, Billy Coabhan, John Riley, Dan Weiss, entre outros.
Com as gravações dos álbuns do contrabaixista Hugo Carvalhais, “NEBULOSA” (CleanFeed 2010) e “PARTICULA” (CleanFeed 2012), Costa introduz-se à crítica nacional e internacional, tendo a oportunidade de colaborar e tocar com os Saxofonistas Tim Berne, Emile Parisien e Liudas Mockunas, o pianista Gabriel Pinto e o violinista Dominique Pifarély.
Em 2015 é convidado a integrar o novo projeto da revelação do jazz europeu:  Emile Parisien, ao lado dos lendários Michel Portal e Joachim Kuhn, estreando esta formação no aclamado festival: Jazz in Marciac 2015. Em 2016 este projeto lança o seu primeiro disco “Sfumato” (ACT), premiado e aclamado pela crítica internacional; e tem-se apresentado desde então nos mais prestigiados festivais de jazz e salas da Europa, reunindo alguns dos mais conceituados músicos do panorama internacional, tais como: Wynton Marsalis, Bruno Chevillon, Manu Codjia, Vincent Peirani, Michael Wollny, Theo Ceccaldi, Roberto Negro, Simon Tailleu, Pierre Perchaud, entre outros.
Sfumato recebeu o título de “Album Sensation” – Disco do Ano em 2017 nos aclamados prémios da música francesa “Victoires du Jazz”.
Em 2018 esta formação lança o seu segundo disco CD + DVD “Sfumato Live in Marciac” (ACT 2018), que imortaliza o nome do baterista português (Costa) ao lado de grandes figuras do jazz mundial, como Wynton Marsalis, Joachim Kuhn e Michel Portal.
Em 2018, Costa fez parte do elenco de luxo que reuniu as várias gerações do Jazz francês – “Emile Parisien All Stars”,  para o concerto de encerramento do reconhecido “Paris Jazz festival 2018”, partilhando o palco com  Michel Portal, François Jeanneau, Thomas de Pourquery, Géraldine Laurent, Daniel Humair, Bruno Chevillon, Simon Tailleu, Vincent Peirani, Roberto Negro, Julien Touéry, Bojan Z, Fabrice Martinez, Manu Codjia e Leïla Martial.
Mário Costa encontra-se neste momento em digressão de apresentação do seu disco “OXY PATINA” (Cleanfeed 2018), gravado com  Marc Ducret  na guitarra e Benoit Delbecq no piano e eletrónicas;  a estreia em nome próprio e como compositor, que  para além de inúmeras criticas internacionais, recebeu o máximo das estrelas pela revista Jazz.pt que lhe atribuiu os títulos de “melhor disco do ano” e “músico de jazz nacional do ano”.

Orquestra de jazz de Espinho
Em finais de 2008 ganhava forma a ideia de constituição de uma orquestra de jazz no âmbito curricular da Escola Profissional de Música de Espinho, projeto que teve a sua primeira apresentação pública em 2009, sob a designação de Orquestra Académica de Jazz da EPME, e que não mais parou. Deixando rapidamente para trás a adjetivação “académica”, a Orquestra de Jazz da EPME rapidamente iniciou um percurso artístico consistente no contexto da sua génese e especificidade, de tal modo que, logo em 2010, foi convidada a apresentar-se na Sala 2 da Casa da Música numa série de três concertos para o Serviço Educativo.
Impulsionada e dirigida artisticamente na sua fase inicial por Paulo Perfeito, a Orquestra evoluiu para um modelo de direção musical partilhada entre Paulo Perfeito e Daniel Dias, ambos maestros, pedagogos e trombonistas com carreira e não menos paixão no mundo do Jazz, responsáveis pela extraordinária evolução que a Orquestra entretanto conheceu ao longo dos últimos anos.
O projeto tem-se progressivamente expandido para além da sua vocação didática, produzindo concertos temáticos, reportórios de autor, espetáculos multimédia e multidisciplinares para os mais diversos públicos e faixas etárias, trabalhando com solistas de grande craveira como Hermeto Pascoal, Andy Hunter, Marcos Valle, Carlos Azevedo, Fernando Sanchez, Gileno Santana, João Mortágua, Kiko Pereira, Matthias Schriefl, Marc Schwartz, Marshal Gilkes, Julian Argüelles, Michael Lauren, Mário Laginha, Jeffery Davis, Rita Maria, Ricardo Toscano, Rui Teixeira, entre outros, cimentando o seu prestígio em vários palcos nacionais, sendo de destacar as apresentações na Casa da Música, no Casino de Espinho, na Casa das Artes de Famalicão, no Teatro de Vila Real, no Teatro Municipal de Bragança, no Serralves em Festa, no Festival Jazz ao Centro, entre outros, bem como, as apresentações regulares no Auditório de Espinho | Academia, onde a orquestra tem a sua residência.
Por diversas vezes a Orquestra foi responsável por apresentar reportórios inéditos no nosso país. Cerca de 10 anos após as suas primeiras notas, evoluiu para um patamar mais arrojado, assumindo um compromisso artístico mais abrangente, sem perder de vista, contudo, a sua identidade formativa e impulsionadora da interpretação da música para esta formação.
Assentando a sua constituição fundamentalmente nos alunos da Escola Profissional de Música de Espinho, a orquestra conta também com músicos mais experientes em função das exigências dos programas e dos desafios do seu projeto artístico, que passa agora, mais relevantemente, por lançar um olhar atento e incentivador aos jovens valores do jazz e, por outro lado, por procurar aprender com a mestria dos consagrados.

Daniel Dias (maestro)
Daniel Ferreira Dias nasceu em 1981 na cidade de Santa Maria da Feira. Iniciou os seus estudos musicais na Banda Musical de Souto, seguindo posteriormente para a Academia de Música de Santa Maria da Feira e Escola Profissional de Música de Espinho, no Curso de Trombone, onde trabalhou com os professores Hermenegildo Campos e Hugo Assunção. Em 1997 participou na Orquestra Portuguesa das Escolas de Música Particulares.
Em 2000 é admitido na Escola Superior de Música e Artes de Espetáculo no Curso de Trombone, na classe dos professores Jon Etterbeek e Severo Martinez. Foi membro Bolseiro da Orquestra de Jovens de Santa Maria da Feira. Fez parte da Banda da Praça da Alegria, programa da RTP. Participou nos musicais do encenador Filipe La Féria, colaborando em “A Gaiola das Loucas” e ” Annie”. Fez parte da Banda Sinfónica Portuguesa.
Já orientou vários Master Classes de Trombone, na Ilha do Pico, Conservatório de Aveiro, Centro Cultural da Branca (para a Federação de Bandas do distrito de Aveiro), Conservatório Regional da Madeira, na Escola Profissional de Mirandela, nos Cursos de Verão de Amarante, Conservatório de Música de Águeda. Já trabalhou como reforço na Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Regional do Norte, Orquestra Sinfónica da Póvoa de Varzim, Orquestra de Sonhos, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Nacional do Porto, Orquestra da E.S.A.R.T. e Orquestra do Minho.
Faz parte da Orquestra de Jazz de Matosinhos com quem tem realizado concertos pela Europa e Estados Unidos. Com esta formação teve a oportunidade de tocar com músicos como Lee Konitz, Dee Dee Bridgwater, John Hollenbeck, Perico Sambeat, Chris Cheek, Maria Schneider, Marck Turner, Kurt Rosenwinkel, Maria João, Maria Rita, Mayra Andrade, entre outros. Gravou com Ensemble Português de Trombones “A Different Era”.
Com o grupo Mr. MC and the Wild Bones Gang, projeto liderado por Sérgio Carolino, realizou vários concertos e estreou o Concerto para trombone e tuba do compositor Jorge Prendas. Faz parte do projeto Coreto, com quem gravou “Aljamia”, “Mergulho”, “Sem Chão” e “Analog”. É membro de Ploo tendo gravado “Estereograma” e “Pele de papel”. Gravou com Funky Bones Factory. Faz parte da banda Pedro Abrunhosa e Comité Caviar, participado na gravação do album “Espiritual”. Gravou também com: Azeitonas, SoulRichard, Alberto Índio e Manel Cruz. É professor na Escola Profissional de Música de Espinho e responsável em parceria com Paulo Perfeito pelo projeto da Orquestra de Jazz de Espinho.

Paulo Perfeito (maestro)
Paulo Perfeito é trombonista, compositor e pedagogo, nascido no Porto, Portugal em 1974. Paulo é Doutorado em Artes Musicais pela prestigiada Eastman School of Music’17, Mestrado em Música pelo New England Conservatory’07 e licenciado pela Berklee College of Music’01.
Entre inúmeros prémios, Paulo recebeu o DownBeat Student Music Award em 2013, a bolsa Marian McPartland, uma bolsa Fulbright, o prêmio Herb Pomeroy Award for Outstanding Jazz Composer and Arranger e a Bolsa Jovens Criadores do Centro Nacional de Cultura em 2000 e 2001.
Paulo é professor adjunto da ESMAE – P.Porto, onde leciona diversas cadeiras na área do Jazz e coordena o programa de Mestrado em Ensino de Música. Além disso, é pesquisador na Ceis20 – Universidade de Coimbra e muito ativo como compositor, arranjador e intérprete freelancer nas áreas de jazz e música pop.
Paulo apresentou os seus trabalhos de pesquisa Jazz Harmony and Plasticity: Chord-Scales, Progressions Nonfunctional and Modulatory Fields, no EuroMAC 2014 – Leuven, Bélgica; Twentieth Century Compositional Techniques Applied to Jazz: Pitch-ClassSets in Jazz Composition and Improvisation no EuroMAC 2017 – Estrasburgo, Bélgica e Jazz harmony: polymodal quintessence no Simpósio sobre Análise e Teoria da Música: Música Analítica 2019 – Porto, Portugal.
O trabalho de Paulo como compositor está parcialmente publicado pela Editions Bim – International Music Publishing e pode ser ouvido num grande número de discos, entre os quais Bodhi Suite for Jazz 6tet e Steel aLive! Vol.II, onde Sergio Carolino e a Orquestra Sinfônica do Porto – Casa da Música realizam o show de Paulo Impermanentia para tuba e orquestra sinfónica.
Paulo colabora regularmente com várias instituições e artistas, incluindo a Orquestra de Jazz de Matosinhos, Orquestra de Jazz de Espinho, Miguel Araújo, European Movement Jazz Orchestra, Casa da Música, Universidade de Aveiro e Universidade de Coimbra. Paulo lidera ainda a Nu Jazz Orchestra e o 6teto Paulo Perfeito.

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