18º Workshop de Jazz de Viseu

com Rita Maria e Nuno Costa

Destinado a estudantes de música e orientado por Rita Maria e Nuno Costa, o 18.º Workshop de Jazz de Viseu acontece de 15 a 17 de julho no Teatro Viriato com o intuito de divulgar o jazz e a música improvisada na região. Ao longo de 3 dias intensos os participantes cruzam ideias, inspirações e procuram encontrar respostas difíceis para a longa, mas gratificante, aprendizagem do jazz e da música improvisada. No último desses dias, os jovens estudantes de música apresentam o trabalho desenvolvido, alavancado na interpretação de conjunto, na construção de arranjos e na improvisação.

DATAS E HORÁRIO
15 a 17 de Julho, 2026
10h00-13h00 e 14h30-17h30

ONDE
Teatro Viriato, Viseu

PÚBLICO-ALVO
Estudantes de Escolas Profissionais de Musica ou com Curso Artístico Especializado.

INSCRIÇÃO
Vagas limitadas.

APRESENTAÇÃO
17 de julho às 16h no Teatro Viriato.

Sobre os formadores

RITA MARIA
Rita Maria (Lisboa, 1984) iniciou os estudos musicais aos oito anos e aos catorze dedicou-se à aprendizagem do jazz. Estudou violino e canto lírico no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, Jazz na Escola de Jazz do Barreiro, ESMAE (Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo) Porto  também na Berklee College of Music em Boston como aluna bolseira. Passou parte da sua vida adulta entre Portugal, Estados Unidos e Equador. A sua voz deambula entre a improvisação do Jazz e a nostalgia do Fado, o experimentalismo, a fusão com World Music e o Rock. Ao longo de seu percurso artístico tem partilhado o palco com músicos como Mário Laginha, Carlos Bica, Filipe Raposo, Nuno Costa, João Paulo Esteves da Silva, André Fernandes, Albert Sanz, Afonso Pais, Mário Franco, Luís Figueiredo, José Eduardo, João Barradas, Sara Serpa, André Matos, Paula Sousa, Elias Meister, Ziv Ravitz, Cris Case, Yago Vázquez, Alex Alvear, Igor Icaza, María Tejada, Donald Régnier, entre outros. Já colaborou com as Orquestras OJM (Orquestra de Jazz de Matosinhos), OHCP (Orquestra do Hot Clube de Portugal) com John Hollenbeck e Perico Sambeat, BBJ (Big Band Júnior) e Orquestra Andina (Equador). Já participou de gravações com e para artistas como Elias Meister, Yeray Jiménez, Nuno Costa, João Firmino, Afonso Pais, Kiko Pereira, Luís Figueiredo, Amélia Muge, Rão Kyao, Lars Arens Band Larga, Dixie Gang, Sayuri Shimizu e Big Band Júnior. Participou e gravou no projecto solista do músico e compositor equatoriano Igor Icaza e também com o grupo de Rock Equatoriano Sal y Mileto. Desde 2015 é cantora da banda Stockholm Lisboa Project (World music) tendo gravado o disco Janela em 2016. Lançou em Novembro de 2016 com o guitarrista e compositor Afonso Pais o disco Além das Horas pela ENJA Records. É cantora da banda Saga Cega, que lançou o seu álbum de estreia “À Deriva” em Abril de 2017. Recebeu o Prémio de Artista do Ano, Prémios RTP/Festa do Jazz 2018. Lança o álbum do projecto Círculo, em Janeiro de 2020: fruto do trabalho composicional colaborativo do trio composto por Rita Maria, Luís Figueiredo no piano, sintetizadores e percussão, o contrabaixista Mário Franco. Este trio dá origem à fundação da Editora RODA Music Independent Label que se estreia com ‘Círculo’ e que, durante o ano de 2020, completa já três edições. Ultimamente, tem desenvolvido o seu trabalho artístico com o pianista e compositor Filipe Raposo, tendo lançado o primeiro disco do duo em Agosto de 2018 ‘Live in Oslo’. A dupla lançou recentemente o seu segundo disco ‘The Art of Song vol.1 – When Baroque meets Jazz’, em Novembro de 2020. A cantora integra atualmente também um novo trio colaborativo, o Quang Ny Lys, com o guitarrista Mané Fernandes e o saxofonista João Mortágua que se estreou em Outubro de 2020 na primeira edição do Festival “O Jazz tem Voz”.

NUNO COSTA
Nuno Costa nasceu em 1980 e começou a tocar guitarra aos 15 anos. Em 1998 prossegue os seus estudos musicais na Academia de Amadores de Música. Posteriormente, ingressa na escola do Hot Clube de Portugal, tendo em 2002 recebido uma bolsa de estudo para a conclusão dos seus estudos. Em 2003, novamente como bolseiro, prossegue a sua formação na Berklee College of Music, tendo terminado o curso de Film Scoring em 2005. Em 2021 concluiu com distinção e louvor o Doutoramento em Artes na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Em 2009 grava o seu primeiro disco, “(…) – Reticências entre Parênteses”, para a editora Tone of a Pitch: «Com a sua estreia em disco, Nuno Costa afirma-se como um interessante guitarrista e, acima de tudo, como um dos grandes compositores do nosso jazz (…) Este disco revela um projecto original e ambicioso… Uma obra coesa, de enorme coerência e francamente apelativa.» (Paulo Barbosa). Em 2012 lança o álbum “All Must Go” para a mesma editora: «Packed with solid and imaginative writing, played by a group of amazing improvisers, All Must Go is a dazzling musical experience that should not be missed by anyone interested in modern jazz.» (Paulo Barbosa). “Detox” foi lançado em 2015 e amplamente mencionado na imprensa especializada internacional. Segundo Mário Laginha: «Dá prazer ouvir e nunca é previsível. Não sinto que seja preciso pedir mais de um disco.» “À Deriva” (2017) é o seu 4º disco enquanto líder e o primeiro de Saga Cega, um projecto com o qual se afasta dos domínios do jazz e que conta com um reconhecido elenco da cena artística nacional: «Em “À Deriva” [Nuno Costa] afastou-se do jazz, mas não perdeu o norte. Nele participam Rita Maria, Tatanka e Cristina Branco.» (Pedro Esteves). NoA é outra das formações por si liderada. O grupo foi criado em 2012, mantendo-se desde então sempre activo na cena do jazz em Portugal, com concertos na Casa da Música, no Hot Clube, no Jimmy Glass e em diversos festivais de jazz de Norte a Sul. 2020 é o ano de “Evidentualmente”, disco editado em vinil por este trio e nomeado para os Prémios Play: «NoA: o trio à vista desarmada estreia-se em disco.» (Andreia Monteiro). O álbum “Cenas de Uma Vida no Bosque”, editado em 2021, foi gravado por um septeto. Trata-se de uma suite dividida em cinco partes e é também o resultado da componente prática da sua tese de doutoramento. “Concavexo”, de 2022, é o segundo disco do trio NoA: «Aparentemente indolente, “Concavexo” revela-se um sublime exercício de imersão no amplo universo sónico dos NoA. Fusão, rock, pop e (vamos dizê-lo) “Kid A”.» (Nero). O álbum conta ainda com a participação de Rão Kyao. Nuno Costa conta ainda com um projecto de “Filme/Concerto” e em parceria com o pianista Óscar Graça compõe uma nova banda sonora para alguns dos mais emblemáticos filmes mudos da história do cinema. Este projecto tem participação assídua em vários festivais de cinema nacionais, destacando-se o Ciclo Invicta.Música.Filmes na Casa da Música, Fike, Faial Filmes Fest, Encontros de Viana, entre muitos outros. Paralelamente a este projecto, trabalha regularmente com realizadores, compondo música para os mais diversos formatos. É docente da Licenciatura em Jazz e Música Moderna e do Mestrado em Musicoterapia da Universidade Lusíada de Lisboa.

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